infecção intestinal

Sem origem definida, surto de infecção está controlado em Santa Maria

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Em coletiva de imprensa organizada na manhã desta sexta-feira, o secretário de Saúde de Santa Maria, Francisco Harrison, disse que o surto de infecção intestinal de Santa Maria é considerado encerrado porque está controlado e não surgiram novos casos graves. O surto foi alertado pelos órgãos de saúde no final de dezembro após duas crianças, de 4 e 5 anos de idade, morrerem por causa da doença. Uma mulher chegou a ir para CTI, mas já teve alta hospitalar. 

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Equipes de saúde fizeram coletas de água na casa das crianças que morreram e na escola de educação infantil do Sesi, onde as duas vítimas estudavam. De acordo com Harrison, as análises não comprovaram que a bactéria causadora da doença estava na água desses locais. Segundo o secretário, os questionários aplicados às famílias estão em fase de conclusão. Nove exames foram analisados pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e estão em processo de análise no Laboratório Central (Lacen). Até agora, não se tem uma resposta sobre a origem da bactéria que provocou o surto na cidade. Os exames devem ser encaminhados para laboratórios da Fiocruz e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ainda não há previsão para os resultado desses exames. 

Veja, no vídeo abaixo, a íntegra da coletiva de imprensa: 

ÚLTIMO BOLETIM 
De acordo com o boletim divulgado nesta sexta-feira, do dia 26 de dezembro ao dia 1º de janeiro, 1.522 pessoas (entre adultos e crianças), procuraram atendimento, na rede pública e privada, com sintomas de infecção de intestinal. Antes disso, nos dias 24 e 25 de dezembro, quando o alerta do surto foi oficializado, o número de pessoas com sintomas era 269. Isso totaliza 1.791 pessoas em um período de nove dias.

O total de casos graves registrados na cidade é seis: as duas crianças que morreram, a mulher que deixou a CTI no último sábado e outros três pacientes que foram tratados ambulatorialmente, três crianças que estudam no Sesi. O sexto caso foi identificado recentemente, mas a criança ficou no hospital entre os dias 11 e 15 de dezembro. 

COLETA DE ÁGUA 
De acordo com o boletim, no dia 27 de dezembro, foram coletadas amostras de água na casa de Murilo Brasil Brum, 5 anos, uma das vítimas do surto. No dia 30 de dezembro, foram feitas 10 coletas na escolinha do Sesi (em torneiras, bombonas de água mineral e poço artesiano). O secretário explica que a contaminação pode ter vindo de fora do ambiente escolar e transmitido por alguém da comunidade.

RECOMENDAÇÕES
Como a relação da doença com a água foi descartada pelos órgãos de saúde, o secretário disse que a origem pode ser outra e alerta que as pessoas reforcem a limpeza de alimentos como frutas e legumes, além de lavar bem as mãos ao sair do banheiro. 

  •  Consumir somente água potável e alimentos bem lavados
  •  Manter a limpeza durante o preparo de alimentos
  •  Separar os alimentos crus dos cozidos durante o preparo
  •  Cozinhar completamente os alimentos (acima de 70º C)
  •  Manter os alimentos em temperaturas seguras
  •  Cuidados com objetos e locais que tiveram contato com fezes (diarreia)
  •  Lavar alimentos com desinfetante ou álcool 70%
  •  Cuidar os panos e utensílios de limpeza utilizados: ferver e manter separados dos demais utensílios
  •  Lavar as mãos com água e sabão antes das refeições e após o uso do sanitário

*Colaborou Janaína Wille

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